sábado, 5 de setembro de 2009

Entre as estrelas


Contemplo agora o meu nascer
Depois de tanta escuridão
Buscando em ti a transcendência
Das minhas noites que são tuas

Esvai de mim o viver
Se te faço amar na dor
Do meu querer nas entrelinhas
A minha insensatez em teu ser

Nessa névoa invísivel do medo
Minh'alma se cala cúmplice da tua
O silêncio denuncia tanto saber
Sem saber se só existem juntas

Sentir-te ao lado conviver
Na intensidade de um amor
Tendo-a nos braços aninhas
Perdoas meu desamor embevecer

Neste meu olhar perdido no infinito
Busco o brilho raro dos olhos teus
Entre as estrelas uma órbita celeste
Desejos d'alma que os corpos realizam

Partilhando a tua dor no anoitecer
Sufoco minha alegria no amargor
Tenho as insones noites que caminhas
Pelo desejo de contigo estar no amanhecer

Resplandeces no azul manto da noite
Como as estrelas nas noites inquietas
Detenhas meu amor em segredo
No teu coração deixa viver