sexta-feira, 29 de setembro de 2017

"A falta que nos move"

A descoberta e o reconhecimento da falta, do vazio interior.
A carência, o afeto, a espiritualidade e o descobrimento do Eu.
Tudo do lado de fora de nós, nos atrai, chama atenção.
Sem perceber, esquecemos de nós, dos cuidados da auto consciência, auto estima e os valores do que somos, a nossa espiritualidade.
O materialismo nos consome e nos aliena do lado de fora de nós mesmos.
Nasce o conflito entre o que sou e o vir-a-ser ainda futuro, faz-nos viver a ansiedade de uma vida futura, sem viver a valorização e a felicidade da vida presente.
Vive-se como se não houvesse o hoje, adiando a felicidade e sem ser feliz e sem valorizar o presente.


 A falta que nos move

por Liane Alves.
Numa entrevista recente, a atriz Isis Valverde desabafou:
"Tenho um buraco enorme dentro de mim, uma falta que não consigo explicar ou preencher, e que está sempre presente em tudo o que faço".
Como um pano de fundo, esse sentimento a acompanha em suas conquistas, projetos, relacionamentos. Às vezes fica encoberto, mas se há um pouco de silêncio interior, ele pode se manifestar claramente.
E isso não acontece só com ela.
O que Isis descreveu tão bem é algo que habita o coração de todos.
Essa quase indefinível sensação de necessidade e carência foi descrita pela filosofia, pela psicologia, pela literatura.
Para alguns ela é intensa, para outros se apresenta menos profundamente e com mais raridade.
Porém, uma vez ou outra na vida, nos encontramos com esse sentimento inequívoco de falta de algo que nem conseguimos definir direito o que é.
"Na mitologia grega, a mãe de Eros, o desejo, é a Penúria, a falta.
Sabiamente, os gregos colocavam a carência como a origem de tudo que desejamos na vida.
Para eles, esse gosto de escassez, de insuficiência, de insatisfação é a grande faísca que dá partida às nossas ações, planos e sonhos", diz a professora de mitologia Helenice Hartmann."
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http://amigosdofreud.blogspot.com.br/2011/08/falta-que-nos-move.html#.Wc7o6tKnFkg