domingo, 22 de junho de 2014

O tempo se faz realidade


PRA DIZER ADEUS - EDU LOBO [Edu Lobo e Torquato Neto]

O tempo se fez comum
E a realidade em mesmo espaço
Fiz de ti, indubitavelmente, única
A sensação meneando em silêncio

Ser bela ou feia para um
A música provocava num abraço
A revoada de pássaros em mágica
Manhã de janela aberta ao suplício

O mistério preparava os golpes
Num piscar de olhos de infortúnios
Quantas pessoas saberiam pelo mundo
Dentre as muito poucas à quase nenhuma

A demolição em contragolpes
A dor vier de dentro em morticínios
Demasiado tarde para amar profundo
Jamais serei a medida certa que acostuma

Em todas as metrópoles e cidades
Se ao encontrar o seu alguém solitário
Um náufrago na vastidão de um oceano
A imaginação flutuar na massa silenciosa

O breve interlúdio das verdades
Anunciar a sua brisa retorcida em relicário
O começo negro e sombrio do desengano
A música em estranha sensação mentirosa

Entre tantos modelos e formas
De tantas riquezas das mesmas coisas
Era tão simplesmente um apenas ser
E não soubemos um tão simples aflorar

O instigar a repensar as normas
A vida não se enganar pelas pitonisas
O medo das aparências não acontecer
O tempo enfim realidade para amar