segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Memória


Dormes amena serena
Teu sono suave embala
Os sonhos de outrora pequena
Os segredos guardados na mala

Muitos mistérios na descoberta
Num universo a cada lembrança
A emoção que o coração aperta
Reaquecendo aquela esperança

No livro a estória escondia
As viagens com mil destinos
A cada página uma alegria
Da bailarina aos violinos

Ficou na memória infanticida
O sonho simples de ser feliz
Pelo que ora somos esquecida
Por tantos quesitos nos contradiz

Intrínseca natureza nos conduz
Na insaciável certeza do ser
Buscando razões que nos induz
Afinidades para o amor acontecer

Na lógica razão do medo
Nos torna intransponível
Entre mulharas de degredo
O simples em desejo impossível

O mundo tão bonito
A natureza tão perfeita
O amar simples explícito
Nos tornamos em desdita