domingo, 4 de novembro de 2012

Folhas em outubro



Dohnányi Orchestra Budafok - Conductor: Istvan Sillo
Violin: Katica Illenyi, Ferenc Illenyi, Csaba Illenyi
Cello: Aniko Illenyi - Libertango A.Piazzolla


Perdoas a lágrima que insiste
Em transbordar aos olhos
Essa vontade em viver
Morrendo num grande amor

Teus pés em folhas soltas
Tapete mágico aos retalhos
Mãos dadas em outono
No olhar aéreo sobre a grama

Ressoa em fina névoa
O horizonte sobre o tempo
Vagas triste nos meus sonhos
Sem nome para o teu rosto

Ausente corpo sem formas
Apalpo no silêncio do vento
Meu profundo universo
A tua idéia que me basta

A ausência tua reconheço
Mas no próprio amor resisto
O teu olhar deserto de saudades
Da pele o teor das alquimias

Das folhas sem verdes cores
Voam soltas sem nome
Sem corpo, sem destino
No abismo do meu sonho

Perdoas a gota que sangra
Teu coração sem existência
No obscuro silêncio da dor
Reconstruo-te com a ausência

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Falando no amor - Para você


Nas delicadas linhas do rosto o sorriso.
Ao longe respira esse olhar aéreo.
Sensualmente leve seu andar flutua.
Numa circunspecção pensante no ar.

 Seu coração distraidamente em riso.
Num sentimento delicadamente etéreo.
Ante ao amor transparecendo nua.
Espontaneamente doce de amar.

 Por tantos momentos no umbral a espreita.
Muitas das horas em companhia da lua.
Da inquietude das mãos anciosas.
Desejosa cantiga na escuridão ecoa.

 Desperta nos sonhos e das razões refeita.
Refez-se de amiga a amante cativamente sua.
Esperançou-se em luz das emoções receosas.
Indescritíveis poesias em sonhos delirantes voa.

Na transparente mutualidade dos desejos.
Do desejo de amar, a outra metade.
Da suave escuridão, as estrelas.
Dos braços do mar, a areia.
Das bocas, a outra metade do beijo.
Da sensibilidade das partes, a harmonia do todo.
Falando no amor verdadeiro.
A outra metade da verdade de amar.

domingo, 7 de outubro de 2012

Absoluta ausência


Daniel Piazzolla & Escalandrum - Romance del diablo - Bridgestone Music Festival 2010

O espanto escancarou as janelas
Pelas frestas o vento insiste
A dor sangra solitária pela casa
No ar apenas o perfume resiste

A toalha sob as flores murchas do vaso
O silêncio resmunga pelos cantos
Na gaveta os talheres mudos aguardam
Reclamam as mãos que inexistem aos prantos

Sobre a cama dos lençóis desfeitos
As marcas definem as outras chamas
Ausentes desejos que agora ferem
Os corpos ardentes que ora clamas

O óbvio espairece no esquecimento
Os sóis giravam nos olhos brilhantes
A paixão intempestiva de amar
No exato lapidar dos diamantes

Na tentativa evaíste ao tempo
A ternura transbordando carícias
À sombra dos teus ternos sorrisos
Misteriosos véus das minhas angústias

Acalentos gestos de promessas
No doce sabor das bocas
A velha canção nos ouvidos
Cálidas mãos das noites loucas

O olhar na extática aurora
Desnuda o que sangra o corte
À fatalidade do desassossego
A sina do adeus encontra a morte

Perdoas o amar de repente
Quieta deixas uma doce lembrança
Pairado no ar o teu perfume ausente
No adeus o mistério da tua esperança


terça-feira, 2 de outubro de 2012

Absoluto amor



Wurttembergisches Kammerorchester Heilbronn - A Piazzolla - Las estaciones -Otono porteno
Violín Arabella Steinbacher

Quiserá amar-te
Como a marte fosse
Numa imensa sinfonia
Escalada num raio de sol

Quiserá umbrar-te
Como a um sagrado portal
Passar-me enfim por fim
Da paixão ao eterno paraíso

Quiserá sair-me
Das regiões sombrias
Como um dever sagrado
Assimilar a tua dor

Quiserá seguir-te
Girando a terra
Por noites de chuva
Por dias de frio ou calor

Quiserá beber-te
O sereno da soleira
Gotejado nas folhas
Cativas do teu jardim

Quiserá espalhar-me
Por regiões sombrias
Seguindo a tua luz
No transitório ser

Quiserá aportar-me
Levantar-me da umbreira
Por teu sofrer urbano
Enxugando-te o rosto

Quiserá olhar-te
A alma encimesmada
Das sensações subjetivas
Entregar-te o absoluto amor

domingo, 23 de setembro de 2012

Todas as poesias


Despe o poema a sua roupa poética
Nas estrófes cantando as suas curvas
Nas rimas plageando os seus ais
Rubros lábios do sabor das uvas

Versos invejosos no brilho dos cabelos
São rabiolas negras balançando no ar
O encanto mágico das crianças
O sedutor encantamento de amar

Suaves traços na sua pele branca
Na transparente luz prateada a lua
Tuas mãos recolhem as estrelas
Sobre teu colo, brincas, seminua

Pela branca renda descortina
A tua sombra de mistérios
Frases entre as linhas do coração
Dos teus segredos mais sérios

Sedutoras fragâncias da pele
Inúteis palavras vem decifrá-la
Vão ao encontro das mãos
O suave desejo de recitá-la

Estrófes se avolumam em rimas
Rimas pobres, frágeis, ambiciosas
Sobreviventes da angústia embelezada
Imaginárias fronteiras fantasiosas

Verbete algum definirá teu corpo
Enganosas coletânias em louvor
Somente um gesto teu singelo
Quando no teu silêncio doas o amor

domingo, 16 de setembro de 2012

Oblivion - Astor Piazzolla


Arabella Steinbacher-Violin-Orquestra Wurttembergisches Kammerorchester Heilbronn
Un homenaje a dos grandes.

LOS PAJAROS PERDIDOS
O. Frejo e  Astor Piazzolla

Amo a los pájaros perdidos
que vuelan desde el más alla
a confundirse con un cielo
que nunca más podre recuperar
vuelven de nuevo los recuerdos
las horas jovenes que di
y desde el mar llega un fantasma
hecho de cosas que ame y perdi
todo fue un sueño
un sueño que perdimos
como perdimos
los pajaros y el mar
un sueño breve y antiguo
como el tiempo
que los espejos no pueden reflejar
después busque
perderte en tantas otras
y aquella otra y todas eras vos
al fin logre reconocer
cuando un adiós es un adios
la soledad me devoro y fuimos dos
vuelven los pájaros nocturnos
que vuelan ciegos sobre el mar
la noche entera es un espejo
que me devuelve tu soledad
soy solo un pajaro perdido
que vuelve desde el más alla
a confundirse con un cielo
que nunca más podre recuperar


sábado, 8 de setembro de 2012

Essa mulher


No som das folhagens
Nas palavras ressoam
Em cada sílaba o realce
Persiste e cantas
Reencantas amores

Nas tantas escritas
Sentimentos solenes
Perenes consentimentos
Pressentimentos descritos
Alçapões e reveses

Harmonia imperfeita
Dos desamores
Refeita em sorriso
São luzes na íris
Suspensas inspirações

Nas canções d’alma
Nas linhas dos lábios
O sopro na vida
O som, o riso
O sorriso cordial

São nuas poesias
Em folhas descritas
Nãos pairados no ar
Num suave voltar
Às suas raízes

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Indecifrável Saudade

 

Apagar a imagem de alguém
Aquém perdida no tempo
Desaparecer do eu parado no vento
Do amor que ficou sem ar

Esquecer a alma do corpo inerte
Fechando o sorriso acanhado
Colorir a tua pele esmaecida
Levantando-te dessa pedra fria

Anestesiar a dor da ausência
Festejando essa mágoa solitatis*
Quebrar os ponteiros do relógio
Inventando a máquina do tempo

Misturar todos os sentimentos
Sendo o teu “achados e perdidos”
Recolher na trena todas as distâncias
Cobrindo com pontes todos os oceanos

Doar-te meu coração e transplantar-me o teu
Habitando-te em momentos infindos
Eternizando-me em teu corpo fatum*
Ser o teu porto seguro da nostalgia

Queimar todas as iguarias e temperos
Rasgando todas as tuas receitas
Tornar-me adstringente no amargo, no azedo
Jejuando-me de todas as tuas guloseimas

Inexistir o perto, o longe e o ausente
Segurando no dique todas as correntezas
Paralizar as órbitas dos planetas
Iluminando todos os meus subterrâneos

Conviver com todas as secas
Aterrando os olhos d'água
Salgar permanente todas as represas
Estimulando a sede na insalubridade

Exaurir o sentimento de poder
Enaltecendo o feio e o horroroso
No fracassado duelo com a soedade*
Declinando o teu sopro de vida

Abnegar-me de toda coragem
Tornando-me refém nessa batalha infinda
Num sentimento de diferentes vestes
Ora tecido de soidade*, ora de suidade*

Torpeçar na solitude cega no terreno
Abandonando a mais difícil tradução
Denunciando na incontrolável poética
O indecifrável desejo de “matar a saudade”

No armário de roupas restou teu perfume
Num vestido colorido de pequenas flores
Abraçando uma jaqueta anil desbotada
As diferentes cores ora tecidos pela saudade

(NA)* Saudade na forma arcaica:  "soedade, soidade e suidade"
          *Do latim  solitatis*  solidão, fatum* fado

.




quinta-feira, 26 de julho de 2012

Sonata ao silêncio





Da semente ecoa a madeira
Da seiva bruta à vibração das cordas
No passar dos arcos
As notas agudas do coração

Os violinos ressoam no ar
Sobre o mar em onduladas vagas
Vagas acústicas em outras cordas
Transformando-as em palavras

Os olhos cerram no fechar d'alma
Palpitam os sons graves e agudos
Numa inspirada harmonia
Gotas a lacrimejar acalma

Desenfreada a paixão cresce
Nos intensos sons da agonia
O que pela mão vem escreves
Nascendo na música a poesia


Imprescindível






O que pulsa no coração
Corre pelas veias
Transborda em lágrimas
Umedecendo a terra

A quatro mãos
Celebrando o amor
Construindo à paz
Perpetuando à vida

Rumo à eternidade
Imprescindível
A arte de viver
A vida com arte

terça-feira, 10 de julho de 2012

http://desescrupulada.blogspot.com.br/?zx=ba150ab4bf359f2b


Gidon Kremer "Oblivion " de Astor Piazzolla.


Marinas nocturnas

diques en perpectivas infinitas
paisajes oníricos
siluetas enigmáticas perdidas en el vacío y, aunque no se vean,
aguas negras, el viento y la no luz del mar de tu norte
que se filtran hasta en tus inquietantes pupilas.
bolsillos llenos de reveses de espejos.
latidos que incineran. sangre tumultuosa.
caliente. tibio. frío.
un calidoscopio de luciérnagas.
un autorretrato del quebranto.
la caricia pálida y un abrazo seco.
tanta tristeza para decir tan poco
ni una ópera prima le es permitida.
sólo la oscuridad a la que fue sentenciada.
un telón negro de satin sin brillo
un envenenador de ángeles.
Barnabás.
dos susurros en desencuentro.
y las ganas de desnudarse...
(Melaína Kholé)

.

terça-feira, 26 de junho de 2012

Histórias de uma hiena: De novo

Histórias de uma hiena: De novo:

Mais uma vez me deparo com o texto que escrevi em 1991, um belo texto, modéstia à parte, porém com a autoria atribuída ao grande Mario Qui...

terça-feira, 15 de maio de 2012

A tua presença

Poemas de amor - Luso-Poemas


Caindo a folha suave pelo vento
Como se acenando dissesse adeus
Num desatino segundo em mim desperta
Que os momentos passados já não são meus

Que a saudade que desenha sobre a água
Os finos traços do teu meigo rosto
Num leve ondular do espelho ao meu gosto
De a expressão da esperança do teu sorriso

Mas o vento da solidão nas minhas horas
Num frêmito nos teus cabelos realçados
Entre fios negros reluzindo estrelas
Declinando as pálpebras como se oras

Que assim o seja teu aroma no ar
Numa melodia de acordes aflautados
Todas as cores brandas das aquarelas
Num sinal da cruz a nos abençoar

Esquecido sou nas horas do tempo
Que um trevo nas páginas do livro
Separou as vidas entre os capítulos
E a cada recomeço num contratempo

Escritos na linha da vida e da morte
A dupla linha na palma das nossas mãos
Como a imutável órbita do sol e da lua
O destino e os amores à mercê da sorte

Alvorecer-me-ia em múltiplos pseudônimos
Amando-te nas múltiplas mulheres diferentes
Nas noites sem luar e em cada novo amanhecer
Despertando-te arejada e sem termos

Mas olhando teu retrato imóvel, sem desnível
Transborda-me que preciso da lembrança
Para saber-te muitas, orvalhada e imprevisível
Obscureço a tua imagem para sentir tua presença

sexta-feira, 13 de abril de 2012

O Beijo de Fazer Amor



A amada,
Silenciosamente,
Caminha núa pela casa.
São formas róseas.
São curvilíneas pelo corpo.
Tão entregues aos suspiros.

Essa deusa,
Suavemente,
Sob os cabelos soltos, uma asa.
Pairando sobre as nuvens.
Os lábios na boca vermelha.
O gosto de pele e de caos.

Assim desejada,
Sensualmente,
Amada entre suores e beijos.
Entregue aos suspiros se esvai.
Por entre os pelos e os odores.
Numa anatomia perfeita para amar.

Tal dançarina,
Compassadamente,
Num balé amoroso.
Dos corpos invertidos num mesmo desejo.
Dos olhos nos olhos de êxtase.
Nas pernas trançadas.

Tão apaixonada,
Eternamente,
Entregando-se nas bocas molhadas.
Doa-se num beijo.
O beijo de fazer amor.

Cód texto:T1689335
Copyright 2009

sábado, 24 de dezembro de 2011

Mensagem



"Dentro dos meus olhos moram um monge triste,
Preso no silêncio eterno de uma meditação infindável
E uma criança só.
Eles tentam avistar um sino que toca ao longe..."
яαqυєℓ ρєяєιяα яσ¢нα - sρ

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Boas Festas e Feliz Ano Novo!


Desejo de Natal


Desejo um Feliz Natal, mesmo que simplório
Mas com sentimentos profundos e intensa empatia
Sinceros, transparentes e verdadeiros

Desejo que a mesa seja farta, bonita e enfeitada
Sem que sejam esquecidos a cozinheira,
a lavadeira, o cachorro, o gato e a missa do galo

Desejo que diante da ceia sempre caiba mais um
E alguns lugares estejam reservados para os ausentes
Pois estão sempre presentes em nossos corações

Desejo alegria, harmonia e nenhum porre
Entre Drink's e a alegria estejam as canções

Desejo os presentes mais criativos até
Aos mais sofisticados eletrônicos
E acima de todos os presentes
Que o mais simplório entre eles seja o amor

Desejo o sabor das guloseimas sem culpa
Que mais que o calor seja o frescor da chuva
Para depois na madrugada o céu se abrir
Pleno de luar cintilando todas as estrelas

Desejo no amanhecer mais fôlego e resistência
Pensamento voltado aos sonhos do Ano Novo
Que sejam poucos mas fiéis e sem tamanho
Mas que em todos os sonhos contenha a felicidade

Desejo que todos eles se realizem plenos
Senão todos, apenas alguns, mas se nenhum, sem neuras
O sonho não morre, como tudo, na vida ou na morte, se transforma
Reconheçamos no final do ano que estamos íntegros
Afinal a vida continuará sempre em movimento

Desejo a sorte de todas as simpatias e cores
Vestindo branco, dourado ou pulando ondas
Num banquete de frutas sobre a areia
Tabuleiros de búzios, tarot e muita proteção
Muita paz e esperança para o ano inteiro

Desejo um pouco mais que o Feliz Ano Novo ou Velho
Que nele esteja o Feliz Aniversário
Aquele bolo necessário, a velinha simbólica
Mas ao teu redor tenha inúmeros, dezenas de amigos
Comemorando mais uma árvore em teu pomar

Desejo um Ano Novo pleno de musicalidade das palavras
Que a cada sílaba que entoas suavemente encantas
Poesia e melodia juntas na sonoridade das canções

Desejo a sensibilidade sobre a pele de uma flor
Em harmonia perfeita, pétalas, pólem, aroma
Se fazendo rarefeita entre bemóis e sustenidos
Tal sopro de vida, corpo e alma em maestria

Desejo que se faça em poesia para o novo ano
Mãos hábeis, pensamentos a mil
Os versos em folhas ao vento em teu jardim

Desejo muito desejo de inspiração e desafios
Aos céus que sempre agradeço pela luz em companhia
Graças a esses desejos, desejo no Ano Novo o melhor
O mais primoroso Feliz AnoVelho

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Luas nuas


Na vaga superfície do mar
Chove o prateado da lua
Levitada no ar plena e nua
Teu olhar mareado parado no ar

A música que cantas o amor
Canta o profundo do coração
Desenhas na lua cheia de emoção
As paisagens que ocultas na dor

Passam sobre a tela redonda
As mãos juntas de outrora
Os braços que o ombro implora
O corpo no corpo que o céu os esconda

Enquanto caminhas sobre a marola
Nas águas de sal repicando em luzes
A lua segue e em teus passos enrola
Em gotas de lágrimas que reluzes

Esse mar amar tão traiçoeiro
O peito aberto e a lua colcheia
Ecoa num coração faceiro
Teimoso à extravasar na cheia

Tantas luas passam e a tua janela
Abre as frestas sobre a tua cama
Enluarando nua a tua pele revela
A outra pele que teu corpo chama

Revelas o nome e a lua maneira
Fará bailar as asas dos teus sorrisos
Até sem voz e esvair-se por inteira
Sobre a lua cheia escreverás teus versos

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Nas cores do retrato



O inverno cobre a noite de frio
Lentamente chove a melancolia
Persiste a solidão no longo caminho
O materno desejo da companhia

Pelo escorregadio gélido vidro
A saudade lacrimeja em gotas
Admirada a paisagem observa
A janela emoldurando a moça

Nas fotos como vais buscando
Só um instante de reencontro
De encontrar-se ouvindo a voz
O teu nome se abrindo encanto

No calor das tardes de sol
Pelas vertentes divisórias da casa
Como as linhas da palma da tua mão
Revelam teu plano da criação

Em cada aresta transparece a magia
Das cirandas ingênuas de alegria
Rodeando em pétalas de afeto
Floreando a tua rosa mais querida

Na suave sombra do dia
A mão afaga entre teus cabelos
Põe no colo para o aconchego
Na cantiga que embala o sono

Repousas no caminho do sonho
As infinitas lembranças abraças
A tua graça segura das companhias
A fêz refúgio de todas as tuas ventanias

O inverno te cobre a noite de frio
Lentamente chove a melancolia
Persiste a solidão no teu longo caminho
O materno desejo da companhia

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Canção de amor



São eternos seus momentos
São mágicos teus gestos
Das teclas, o branco e preto
Brando encanto nas oitavas

Silenciosamente pausas
Desejosos de harmonia
Nessa canção me perderia
Na musicalidade do teu corpo

Meu coração fica a mercê
Nas vibrações das cordas
Tatuo em minh'alma tuas clavas
Pedindo asilo em teu sentimento

Pelo teu amor divino
Sou teu anjo torto
Entrego o meu corpo
Meu par de asas

Em espírito murmuro a prece
Pelas mãos que fazem sonhos
Teu rosto em riso que aparece
Anunciando em versos meu destino

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Caem em gotas


Caem cristalinas, uma a uma,
Sobre a alvura do papel
Brandamente...
As estrelas
Cintilantes ao amanhecer

Da ficção o real ao imaginário
Na ânsia de inspiração
Construindo engenhosas pontes
Dos sonhos a mundana realidade

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Deficiências ou Dicionário do Quintana - Autoria: Profª Renata Vilella



O poema que se tornou conhecido com o nome de "Deficiências" ou "Dicionário do Quintana" é na verdade a parte final de um texto redigido pela professora Renata Vilella, da escola Flor Amarela. http://www.floramarela.com.br/secao.12,sm.11.aspx

"Deficiente" é aquele que não consegue modificar sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive, sem ter consciência de que é dono do seu destino.

"Louco" é quem não procura ser feliz".

"Cego" é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria.

"Surdo" é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão.

"Mudo" é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia.

"Paralítico" é quem não consegue andar na direção daqueles que precisam de sua ajuda.

"Diabético" é quem não consegue ser doce.

"Anão" é quem não sabe deixar o amor crescer.

E "Miserável" somos todos que não conseguimos falar com Deus.

"-Recentemente, o final do texto, foi divulgado na internet, com o título "Deficiências" e atribuído ao grande Mário Quintana. Com a ajuda de internautas estamos tentando desfazer o equívoco." Professora Renata Vilella-MG