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"Nunca é tarde...
Ou cedo para amar-te.
Ou tarde para ter-te.
Nessa brevidade da vida.
Levo um pouco de ti.
Deixo um pouco de mim.
Deste encontro,
Nunca mais seremos os mesmos.
Passamos por este tempo e espaço,
Entre a vida e a morte.
Amando-nos, fazendo arte."
aoshiro
" Bom, nada mais inseguro do que um escritor numa conferência sobre segurança,
um escritor que se sente um pouco solitário porque foi o único convidado nesta e na anterior edição. Preciso de um abrigo, preciso de um refúgio. É um texto que vou ler...
o presidente tinha dito que eu devia falar espontaneamente.
Não sou capaz em sete minutos. Eu escrevi este texto que vou ler e chama-se Murar o Medo."
Murar o Medo
"Os que trabalham têm medo de perder o trabalho; os que não trabalham têm medo de nunca encontrar trabalho; quando não têm medo da fome têm medo da comida; os civis têm medo dos militares; os militares têm medo da falta de armas e as armas têm medo da falta de guerras.
E, se calhar, acrescento agora eu: há quem tenha medo que o medo acabe."
Pedro Aznar (Buenos Aires, 1959) é um compositor e intérprete argentino.
Tem o contra-baixo como instrumento primário. Utiliza também o piano a guitarra e outros instrumentos em arranjos diversos.
~.~.~
“Viviane et Merlin se reposant dans la forêt”
Paul Gustave Doré [06/01/ 832, Estrasburgo, França-23/01/1883, Paris, França] foi um pintor, desenhista e o mais produtivo e bem-sucedido ilustrador francês de livros de meados do século XIX. https://pt.wikipedia.org/wiki/Gustave_Dor%C3%A9
Gustave Doré Art Collections
http://www.artsycraftsy.com/dore_prints.html
~.~.~
o medo que o amor pudesse me esquecer
depois de abrir meu coração
e deixar o teu amor entrar
nunca pensei que ele me deixaria triste
hoje não me importo mais, sorrio
sei o motivo do sol da manhã
sei de todos os meus medos
eles começaram a desaparecer
voaram juntos com os meus sentimentos
olha, o que encontrei como lembrança!
o medo que o amor pudesse me esquecer
não há mais perigo, nem raios, nem trovões
porque não me importo, nunca houve amor
nunca houve nada de importante
nada à importar para preencher o vazio
apenas o sucesso de sua vida vazia
nenhuma mão que valesse a pena segurar
nem me faz falta a sua mão para segurar
quando chove não sinto mais frio
o vento não sopra contra mim
aprendi a enfrentar as noites sozinho
não preciso da sua coragem para me perder
nem de uma aparente e morna paixão
dos que nunca souberam realmente
que não há motivo para amar
não posso te culpar, ama-se ou
todo mundo é obrigado a ser feliz
na aparência que se leva em conta
a fina e polida estampa dos culpados
no bolso algumas doses de felicidade
algumas cores da aparente euforia
o que sempre nos trai é a ambição
na busca de uma ilusão para ser feliz
quem nunca soube no imaginário ou real
que em sendo aquilo que se é
e podendo mais ser, seria amado
mas, nunca saberemos quem somos
do tal amor que tantos falam
que ninguém o vê ou se toca
se dura por um frágil momento
como uma faísca na escuridão
um amor é só para o meu tolo
e aos que não são ou se acham perfeitos
àqueles que estejam apenas longe de nós
se "longe é um lugar que não existe"
é o longe, a palavra que desiste de amar
"O Amor, meu amigo, o Amor é uma chispa da Luz Eterna, que penetra a nossa alma, e nela grava o cunho das coisas imperecíveis." Bezerra de Menezes
http://www.brasilartesenciclopedias.com.br/nacional/bayeux_nicota.htm
Nicota Bayeux (1870: Campinas, SP – 1923: Idem).
Aluna do pintor Carlo de Servi, viajou para a Paris, estudando na Académie Julian.
1914 – Voltou ao Brasil no início da I Guerra Mundial.
Fontes:
LEITE, José Roberto Teixeira. Dicionário Crítico da Pintura no Brasil. p. 65, Artlivre, 1988.
Lourenço, Maria Cecília França et al. Dezenovevinte:uma virada no século. Pinacoteca do Estado de São Paulo (org). Apresentação de Jorge da Cunha Lima. Pinacoteca do Estado, 1986.
TARASANTCHI, Ruth Sprung. Pintores paisagistas em São Paulo: 1890-1920. ECA/USP, Tese de doutorado, orientador Frederic Michael Litto, 1986.
< http://www.acervos.art.br/gv/exposicoes/ruth/exposicoes>
~.~.~
"Aunque las noches sean largas"
[Ainda que as noites sejam longas]
Cuando tu mirar pousa en la boca
En el contorno de los labios se hace rosa
Por más que la respiración contenga
La flor de la rosa se emudece en la sonrisa
Cuando se hace lo brillo de esmeraldas
En la saudade el verde mirar en las montañas
Sólo hay tu cielo en tus constelares iris
Son tan cristalinas las lágrimas de los pampas
Cuando el sol descansa en luz dorada
En las carícias sobre los hilos largos del cabello
Music video by Mercedes Sosa performing Donde Termina El Asfalto.
(C) 2009 Sony Music Entertainment Argentina S.A.
http://www.mercedessosa.com.ar/biografia/
Haydée Mercedes Sosa [Mercedes Sosa - "La Negra"] foi uma cantora argentina, uma das mais famosas na América Latina. A sua música, tem raízes na música folclórica argentina. Ela se tornou uma das expoentes do movimento conhecido como Nueva canción. Nascida no dia da Declaração da Independência, e na mesma cidade onde foi assinada, Mercedes sempre foi patriota. Afirmou inúmeras vezes que "pátria só temos uma". Foi também uma árdua defensora do Pan-americanismo e da integração dos povos da América Latina.
MERCEDES SOSA – LA NEGRA: THE DEFINITVE COLLECTION http://soundsandcolours.com/articles/argentina/mercedes-sosa-la-negra-the-definitve-collection-12305/
Apelidada de La Negra pelos fãs, devido à ascendência ameríndia (no exterior acreditava-se erroneamente que era devido a seus longos cabelos negros), ficou conhecida como a voz dos "sem voz". Sosa era Embaixadora da Boa Vontade da UNESCO para a América Latina e o Caribe. Em 2000, ela ganhou o Grammy Latino de melhor álbum de música folclórica por Misa Criolla, feito que repetiria em 2003 com Acústico e em 2006 com Corazón Libre. Sua interpretação de "Balderrama", de Horacio Guarany, fez parte da trilha-sonora do filme de 2008 Che, sobre o lendário guerrilheiro argentino Che Guevara. Seu último álbum, Cantora, encontra-se indicado a três prêmios Grammy Latino.
LA NEGRA , ENTRE TOADAS E MILONGAS (Uma homenagem à Mercedes Sosa)
O obituário de Sosa no jornal londrino The Daily Telegraph afirmou que ela foi "uma intérprete incomparável de obras de seu compatriota, o argentino Atahualpa Yupanqui, e da chilena Violeta Parra". Helen Poopper da agência Reuters anunciou sua morte dizendo que ela "lutou contra os ditadores da América do Sul com sua voz e se tornou uma gigante da música latino-americana contemporânea". [09/07/1935, San Miguel de Tucumán - 04/10/2009, Buenos Aires, Argentina] http://pt.wikipedia.org/wiki/Mercedes_Sosa
sofre o coração
que só se faz ser feito
em branco brilho frio de neve
num pensamento satisfeito
o quê será?
o quê será de mim
se até aquilo que escrevo
não posso ser o que quis?
Se faço sempre o que não sou
Ai de mim!
Ai de mim!
pobre coração que não importa
o que não pode ser retirado
a branca adaga que o protege
é ter na mesma o ser que sangra
a existência cobre de palavras
e não pulsa em sentimento
vai-se na própria lembrança
o único momento de memória
Fui memória alheia
A história inventada
Só o começo, a poeira e o fim
Se ainda fosses tu para saber de mim
Para me dizer quem sou
Ai de mim!
Ai de mim!
sobre os cordiais nascerá o novo
nos que confiam no que são
e irão livres dos perdões
no clamor de ser pelas verdades
pobre é coração amargurado
em tantos teres, ter só a si mesmo
quando o engano pensa que ama
só importa o vazio de ser sucesso
o quê será?
o quê será que fiz de ti?
Será que fomos sós
neste nosso fim?
Ai de ti!
Ai de nós!
Ser o amor, se ter fosse possível
única verdade passível de abstração
nenhum coração o que tenha visto
pode ser d'uma diferente natureza
o amor não se tem certeza
basta ser o que se é
para sê-lo, basta ser
basta ser mais que uma falsa ideia
Será que foi amor?
Quem será que foi feliz?
Quem nos dirá somente a verdade?
A palavra tem um corpo
e nós estamos nus
Ai de mim!
Ai de nós!
Ai do existir!
Nascido em Crotone em 15 de Novembro de 1960, o pianista e compositor conhecido por seu talento e performer envolvente, inspira-se tanto na grande escola da música italiana, nos sons sul-americanos, na música clássica e nos grandes mestres do jazz.
Salvador Domingo Felipe Jacinto Dali i Domènech, 1º Marquês de Dalí de Púbol, conhecido apenas como Salvador Dalí, foi um importante pintor catalão, conhecido pelo seu trabalho surrealista. [11/05/1904, Figueres, Espanha - 23/01/1989, Figueres, Espanha]
Nacionalidade: Espanhol - Períodos: Surrealismo, Cubismo, Arte moderna, Dadaísmo
Chiara Civello - Outono [Rosa Passos/ Fernando De Oliveira]
http://www.chiaracivello.com/web/
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O Nascimento de Vênus é uma pintura de Sandro Botticelli, encomendada por Lorenzo di Pierfrancesco de Médici para a Villa Medicea di Castello. A obra está exposta na Galleria degli Uffizi, em Florença, na Itália. Material Têmpera - Galeria dos Ofícios - Pintura histórica - Criação: 1484–1486. http://www.italian-renaissance-art.com/Birth-of-Venus.html
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uma certeza dentro do nada
existe sempre uma saudade na alma
sorrateira como a fresta de uma janela
de conversa inútil e assaz companheira
num insistente empurrar dos dias
empurrar os dias, dos dias, nos dias
existe sempre um canto de pássaro
mania de amanhecer em doce lamento
um dia que vem ou vai-se em menos um
a madrugada enfraquecida vai-se embora
vai-se embora, o embora no embora
existe um sempre à bater no peito
dói intenso e sussurra de qualquer jeito
se esconde por trás de qualquer lágrima
e desaparece como tudo no tempo
tudo no tempo é o tempo do tempo
existe no sempre que finge em memória
sopra feroz as lembranças cansadas
em vento frio rodopia em funil
se abriga na noite o turbilhão da demora
o turbilhão da demora, a demora da demora
existe o sempre inútil afagar da tristeza
chama indolente de nenhum calor
empalidece os sonhos providos de cor
ir-se de vez no perder-se na dor
perder-se na dor, na dor, a dor da dor
existe sempre a palavra e o gesto
um pensamento sem ação
o verso se vai pelo reverso
um universo por um vazio
por um vazio de vazios num vazio
existe sempre um eu num adeus
o silêncio dos amantes incertos
há sempre um mais eu, num eu só
onde existirá sempre o nada de nós
deixando a certeza dentro do nada
existe sempre um aprender a cortar
aprender a cortar a palavra amor
a cortar com sofrimento de verso
aprender a cortar as palavras com dor
(se o amor está ausente, apenas o corpo foi-se embora)
BB King [Riley Ben King - 16/09/1925 Berclair, Mississippi, U.S.
- 14/05/2014 Las Vegas, Nevada, U.S.]
GenresBlues, R&B, electric blues, blues rock - Singer, songwriter, musician, record producer
- Vocals, guitar, piano (1948–2015).
BB King foi um guitarrista de Blues, pianista, compositor e cantor estado-unidense. O "B. B." em seu nome significa Blues Boy, B.B. King foi distinguido com 15 prémios Grammy, tendo ganho o epíteto de Rei dos Blues.
BB King 3 O'Clock Blues original 1950 78
In Mississippi's Delta area, Oct. 1939 Picking Cotton. Marion Post Wolcott.
Cotton picker - A história do Blues
Riley Ben King nasceu numa fazenda de algodão em 16 de setembro de 1925 em Itta Bena, perto de Indianola, no Mississippi, Estados Unidos. Teve uma infância difícil – aos 9 anos, vivia sozinho e colhia algodão para se sustentar. Começou por tocar, a troco de algumas moedas, na esquina da Second Street. Chegou mesmo a tocar em quatro cidades diferentes aos sábados à noite.
No ano de 1947, partia para Memphis, no Tennessee, apenas com sua guitarra e $2,50 dólares. Como pretendia seguir a carreira musical, a cidade de Memphis, onde se cruzavam todos os músicos importantes do sul dos Estados Unidos, sustentava uma vasta competitiva comunidade musical em que todos os estilos musicais negros eram ouvidos.
O seu estilo foi inspirador para muitos guitarristas de rock. Mike Bloomfield, Albert Collins, Buddy Guy, Freddie King, Jimi Hendrix, Otis Rush, Johnny Winter, Albert King, Eric Clapton, George Harrison e Jeff Beck foram apenas alguns dos que seguiram a sua técnica como modelo.
Nunez's original autographed BB King - http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Autographed_BB_King.JPG
Em 1969, B. B. King foi escolhido para a abertura de 18 concertos dos Rolling Stones. Em 1970 fez uma turnê por Uganda, Nigéria e Libéria, com o patrocínio governamental dos E.U.A.
Começou a participar da maioria dos festivais de Jazz por todo o mundo, incluindo o Newport Jazz Festival e o Kool Jazz Festival New York, e sua presença tornou-se regular no circuito por universidades e colégios.
B. B. King fez turnês pela Austrália, Nova Zelândia, Japão, França, Alemanha Ocidental, Países Baixos, Irlanda, Suécia, Rússia, Bélgica, entre outros países do mundo e na América Latina, com concertos no México, Brasil, Chile, Argentina, Uruguai, Peru e Paraguai.
http://pt.wikipedia.org/wiki/B._B._King
Tribute to BB King: Legend of BB King (A Blues Guitar Tribute for BB King 1925 to 2015)
"A coisa bonita sobre a aprendizagem é que ninguém pode tirar de você." B.B. King
In Memoriam
Maria Gabriela Llansol é o centro deste documentário que percorre as paisagens de sua escrita em Portugal e na Bélgica.
direção - gabriel sanna e lucia castello branco
produção - literaterras
https://literaterras.wordpress.com/
Maria Gabriela Llansol - Escritora portuguesa de ascendência espanhola, (Lisboa, 1931 - Sintra, 2008). Licenciou-se em Direito e em Ciências Pedagógicas, tendo trabalhado em áreas relacionadas com problemas educacionais. Em 1965, abandonou Portugal para se fixar na Bélgica, regressando posteriormente a Portugal. Considerada uma autora cuja escrita é hermética e de difícil inteligibilidade para o leitor comum, é, no entanto, apontada por muitos como um dos nomes mais inovadores e importantes da ficção portuguesa contemporânea.
A sua carreira literária iniciou-se com Os Pregos na Erva (1962), obra que inaugurou uma nova forma de escrever, embora estruturalmente se assemelhe a um livro de contos. Publicou de seguida Depois de os Pregos na Erva (1972), O Livro das Comunidades (1977), A Restante Vida (1983), Na Casa de Julho e Agosto (1984), Causa Amante (1984), Contos do Mal Errante (1986), Da Sebe ao Ser (1988), Um Beijo Dado Mais Tarde (1990), com evidentes ressonâncias autobiográficas, Lisboaleipzig 1: O Encontro Inesperado do Diverso (1994), Lisboaleipzig 2: O Ensaio de Música (1995), Ardente Texto Joshua (1998), Onde Vais Drama Poesia? (2000), Cantileno (2000), Parasceve. Puzzles e Ironias (2001), O Senhor de Herbais. Breves ensaios literários sobre a reprodução estética do mundo, e suas tentações (2002), O Começo de Um Livro é Precioso (2003), O Jogo da Liberdade da Alma (2003), Amigo e Amiga. Curso de silêncio de 2004 (2006).
Os cogumelos são, de facto, nus e, na orla do bosque,
confundem-se com o que eu não gostaria de ser; este cogumelo sonha,
a Sulamita fechou-o numa gaiola e, posto em pássaro, começou
a fenecer, e tornou-se pálido; mais tarde, lembrou-se dele
e ele rapidamente voou para uma nascente a alimentar-se de
água, de insectos e de perfumes;
ao acordar, a amada torturava-se com perguntas____ de
quem seria o pássaro a paciência? a paciência do meu cântico?,
o próprio seu amado perdido entre mulheres corsas,
veados-palmeiras,
musgos-pavão,
pés velozes de mirra,
beijos-lábios de nacre,
rostos-vinhas,
uno-uno,
este amor entre mil?
Aos cogumelos que bordam o bosque e, de espécie em espécie,
vêm até à clareira, numa gradação subtil de venenos e de expansão,
também foi anunciada uma boa-nova;
agarrados aos pés das árvores, os micorrizos dão-lhes de beber
e ajudam-nas a assimilar os elementos minerais do solo; sem
eles, as árvores jamais teriam abandonado o seu meio aquático
de origem; foi essa boa-nova que o gnomo lhes veio dizer
que era bom que assim fosse,
e eles viram que eram, de facto, magistrais os sonhos que davam
às árvores, conforme lhes anunciava o pequeno ente nascido
de uma fantasia virgem,
vegetalmente virgem
este conceito de vegetalmente virgem faz parte dos resplendores
que me orientam na leitura do Cântico pela manhã
basta reparar na profusão dos seus vocativos
como a língua se expande e se objectiva
em torno do facto incompreensível de o amor ser tão insaciável
como a morte,
uma morte dando a morte à outra
e os arbustos e perfumes, em volta desse conceito
maravilhosamente operativo,
perguntam à Sulamita o que o seu amado tem de particular,
sobretudo, que tem ele que elas também não tenham nos seus
e ela desce ao pormenor de lhes dizer como ele a faz e insiste
que há sempre alguém à beira de o colher, ignorando se
se trata de um venenoso; é evidente que onde o meu é jubiloso
pode ser venenoso nas outras; assim de distinguem (e apenas)
uns dos outros
se o seu sonho fosse colhido, e perdesse o seu significado,
seria a morte do meu micorrizo; corram arbustos, vejam na
superfície da água,
atentem nos ramos,
algures, se deve achar o meu pássaro ressuscitado; a própria
clareira ouvia o apelo, se houvesse montes e colinas, tê-lo-iam
certamente ouvido,
fechou-se na minha antecâmara, penetrou nos meus luxuosos
apartamentos, brincou com os brincos e os colares, com os
mamilos e os dedos, com os tecidos e os lábios,
com as colunas e as minhas longas pernas onde gosta de se
enrolar como heras e vinha virgem, embrenhou-se, parou ofegante,
deslizava pela minha pele mais escura que a noite, corria pelas
minhas formas mais firmes que o solo dos seus combates
e, finalmente, depôs em mim o segrego do seu veneno; quando
acordei, estava só, e tive medo que tivesse morrido ou,se morto,
eu não conseguisse encontrá-lo como meu, ou eu?
minhas irmãs, clareira minha, dizei-me como pode um espírito
reconhecer sem corpo o espírito do seu amado? Como o reconheceis
agora, não fora o segredo venenoso que deixou em
vós, árvores levantadas em pleno dia, e pleno sol?
Uma tão profunda associação entre matérias tão diferentes
não tem como finalidade dar à morte a própria morte e continuar
a metamorfose da vida?
Olhando atentamente o comprimento do chão à sua volta, a
Sulamita
sentia cada vez mais com mais profundidade que o segredo
venenoso do seu amado era o seu problema
onde cantava os amores que os uniam,
ou seja,
pensou ela,
é vital que o micorrizo se metamorfoseie em pássaro estonteado
e livre,
como fora possível não o ter compreendido antes?
e, de facto,
encontrava-se estendido entre as frases do seu poema,
confundido com a linguagem, escondido atrás do volta, volta, insistente,
vestido de onde estás, porque andas fugido?,
mas, mal o levou à cópia do seu coração,
ele levou-lhe a alma,
e mergulhou-a na nascente
e ela perguntou-se porque razão não somos mais?
enquanto a água a penetrava, fresca e renovada, as imagens da água,
tais como cópias da noite, abatiam-se sobre ela
o prazer de um não é o prazer do outro
tu queres-me, podes, possuis e devastas
eu quero-te, posso, saio de mim e entrego-me às puras imagens
esse é o trabalho de nos fazermos, uma parte humana e outra
a mais longe possível do humano, corças, cães, veados, mirra,
sol, vinha, perfume
e que entre eles,
oscile, ó peço-te, o que há-de escrever eternamente os nossos sonhos.
in «Onde Vais, Drama-Poesia?», págs 146 - 149
'III Em Busca da troca Verdadeira (1982-1992)'
Lisboa, Relógio D'Água Editores
ZUNÁI - Revista de poesia & debates
ESTE TEXTO PODIA CONTINUAR ASSIM:
DERIVAS A PARTIR DE ONDE VAIS, DRAMA-POESIA?,
DE MARIA GABRIELA LLANSOL
por Érica Zíngano
“Só nos aproximamos desviando”
Maurice Blanchot
“É a minha própria casa, mas creio que vim fazer uma visita a alguém”
Maria Gabriela Llansol
MARCO ZERO,
Este texto podia começar assim, como uma repetição, uma marcação rítmica – foi a primeira ideia que despontou, como um lampejo, e me fez partir para tentar elaborar um desenho de pensamento, de procedimento de composição, a partir de Maria Gabriela Llansol: um texto que pudesse começar e recomeçar, para desenhar no espaço vários começos possíveis, através de enumerações repetitivas, mas sempre diferentes, outros pontos de partida, eternos retornos em diferença, onde, assim, o texto ganharia fôlego para partir outra vez, à deriva, porque a textualidade[i] llansoliana permite uma infinitude de aproximações:
(…) nesta ordem de ler, ler é nunca chegar ao fim de um livro respeitando-lhe a sequência coercitiva das frases, e das páginas. Uma frase, lida destacadamente, aproximada de outra que talvez já lhe correspondesse em silêncio, é uma alma crescendo. Eu não consigo abranger a infinitude do número e da harmonia das almas, nem texto de um verdadeiro livro,
nem a terra de um jardim que se mantém há gerações. (LLANSOL, 2000a, p. 45).
"_______ escrevo,
para que o romance não morra.
Escrevo, para que continue,
mesmo se, para tal, tenha de mudar de forma,
mesmo que se chegue a duvidar se ainda é ele,
mesmo que o faça atravessar territórios desconhecidos,
mesmo que o leve a contemplar paisagens que lhe são tão
difíceis de nomear. (LLANSOL, 1994, p. 116)."
Por conta de outra leitura, .....
(visite o site e aprecie na íntegra.) http://www.revistazunai.com/ensaios/erica_zingano_derivas.htm
Érica Zíngano é poeta e mestranda em Literatura Portuguesa pela Universidade de São Paulo (USP). A poeta cearense, publicou poemas em plaquete editada pelo centro cultural Dragão do Mar.
Leia também poemas da autora. http://www.revistazunai.com/poemas/erica_zingano.htm
¸.•°¸.•°¸.•°
O meu agradecimento especial ao gabriel sanna e lucia castello branco
e a produção - literaterras
https://literaterras.wordpress.com/
https://pt-br.facebook.com/pages/Literaterras/128150670589412
aos autores nos sites que integram esta postagem
Tenderly [Walter Gross-Jack Lawrence-1946]-E. Higgins and Scott Hamilton[sax]
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Orson Welles 100 anos
"O cinema não tem fronteiras nem limites. É um fluxo constante de sonho."
George Orson Welles[ 06/05/1915, Kenosha, Wisconsin - 10/10/1985, Hollywood, L A, Califórnia, EUA] Ator, Diretor, Produtor e Dramaturgo.
Oriundo do teatro e do rádio, a estreia de Orson Welles no cinema foi com o Cidadão Kane, obra gestada com todos os requintes de um clássico. Os filmes para conhecer Orson Welles:
Cidadão Kane (1941), O processo (1962), Othelo (1952), It's all true ( 1942), Soberba (1942)
http://pt.wikipedia.org/wiki/Orson_Welles
¸.•°.•°.•°
finalmente, a hora dos fantasmas
virar-se para trás
e olhar novamente
não era a hora
não agora
um dedo na artéria
sem pulso
nenhum calafrio
sem um único som
apenas uma linha
a um passo de cá
a um passo de lá
é preciso pressa em passos largos
um pouco de sorte
a liberdade dos sofrimentos
separar um pouco de caos
um arrepio pela espinha
virar-se para trás
e olhar novamente
no meio da escuridão
o silêncio é de um tempo imenso
O eco faz o eco
de eco
em eco
marcando o compasso do vazio
olhar para si sem barulho
depois que os trovões se emudeçam
a chuva caia em silêncio
num sono da única pessoa do mundo
um corpo para repousar num colchão azul
onde não há mais a fome
nem o insaciável devorar de outro cérebro
só um breve aceno de uma estátua
O tempo desmorona as casas
enruga as faces
desbota as cores
é a razão que me mortifica
virar-se para trás
e olhar novamente
é preciso contar dez segundos
um rápido olhar no relógio e não há mais tempo
virar-se para trás
e olhar novamente
é o tempo sem tempo
finalmente chegou para acordar todos os fantasmas
Escritor e artista plástico. Tem cerca de vinte livros publicados (poesia, ensaio, conto, romance), destacando-se entre eles: Caronte (romance, 1995), Antologia poética (1996), Da inutilidade da poesia (ensaio, 2002), Poemas reunidos (2005) e Dedal de areia (poesia). Como artista plástico, fez cerca de 70 exposições. Doutor em Letras, ensina na Universidade Estadual de Feira de Santana, onde reside.
http://a-brasileiro.blogspot.com.br/
O poeta, pintor e ensaísta baiano Antonio Brasileiro (1944-) já foi apresentado neste correio poético na edição n. 26, dez anos atrás. De lá para cá, ele não só produziu regularmente como também publicou diversas coletâneas de poesia, entre as quais Poemas Reunidos (2005), Dedal de Areia (2006) e Desta Varanda (2011).
A leitura desses volumes revela um poeta de estilo cada vez mais marcante e refinado que se inscreve, sem dúvida, entre as vozes mais expressivas da atual poesia brasileira.
No comando do programa Provocações, da TV Cultura/SP, nos deixa a última pergunta:
- "O quê é a vida?"
Entre as incertezas das nossas respostas, Antonio Abujamra, nos diria:
- "A vida é sua. Estrague-a como quiser."
Antônio Abujamra (Ourinhos, 15/09/1932 - São Paulo, 28/04/2015)foi um diretor de teatro, ator e apresentador brasileiro. http://pt.wikipedia.org/wiki/Ant%C3%B4nio_Abujamra
Antônio Abujamra era conhecido pela irreverência de suas encenações e por seu humor crítico em relação a tabus sociais. Começou no teatro amador, na peça "Assim é se lhe parece", atuando no Teatro Universitário de Porto Alegre. Era formado em filosofia pela PUC do Rio Grande de Sul e jornalismo pela UFMG e pós-graduado em Mídia. Trabalhou como crítico de teatro. Como diretor, foi um dos principais da antiga TV Tupi e, como ator, teve atuação destacada.
No início da década de 1980, engaja-se na recuperação do Teatro Brasileiro de Comédia (TBC), com destaque para as obras “Os Órfãos de Jânio”, de Millôr Fernandes, e “Hamletto”, de Giovanni Testori, sendo esta última dirigida por ele no TBC e em Nova York, para o Theatre for the New City.
Em 1998, esteve em Monte Carlo, principado de Mônaco, ao lado de celebridades como Claudia Cardinale, Annie Girardot e Yehudi Menuhin, no júri do Festival Mundial de Televisão, como único latino-americano convidado.
Comandou o programa Provocações, da TV Cultura, no ar desde 6 de agosto de 2000, onde adotou um estilo audacioso de fazer entrevistas2 . O programa era exibido todas as terças-feiras, às 23h30, com reapresentação na madrugada de quarta para quinta-feira, às 4h30.
Os poemas recitados por Antônio Abujamra, apresentador do programa Provocações, escolhidos pelos internautas. http://cmais.com.br/arte-e-cultura/os-cinco-poemas-de-mais-sucesso-declamados-por-abujamra-1
1- ‘Tratado geral das grandezas do ínfimo’, de Manoel de Barros
Na televisão: Como diretor
1968 - O Estranho Mundo de Zé do Caixão - TV Tupi
1968 - Nenhum Homem é Deus - TV Tupi
1978 - Salário Mínimo - TV Tupi
1979 - Gaivotas' - TV Tupi
1980 - Um Homem Muito Especial - TV Bandeirantes
1981 - Os Imigrantes - TV Bandeirantes
1981 - Os Adolescentes - TV Bandeirantes
1982 - Ninho da Serpente - TV Bandeirantes
1997 - Os Ossos do Barão - SBT Como ator
1967 - As Minas de Prata … Frazão
1987 - Sassaricando … Totó
1989 - Cortina de Vidro … Arnon Balakian
1989 - Que Rei Sou Eu? … Ravengar
1992 - Amazônia … Dr. Homero Spinoza
1993 - O Mapa da Mina … Nero
1995 - A Idade da Loba … Piconês
1997 - Os Ossos do Barão … Sebastião
1999 - Andando nas Nuvens … Álvaro Luís Gomes
1999 - Terra Nostra … Coutinho Abreu
2000 - Marcas da Paixão … Dono Do Cassino
2004 - Começar de Novo … Dimitri Nicolaievitch
2009 - Poder Paralelo … Marco Iago
2011 - Corações Feridos … Dante Vasconcelos No cinema
1989 - Festa, com direção de Ugo Giorgetti
1989 - Lua Cheia, com direção de Alain Fresnot
1990 - Os Sermões - A História de Antônio Vieira, com direção de Júlio Bressane
1991 - Olímpicos, com direção de Flávia Moraes
1992 - Atrás das Grades, com direção de Paolo Gregori
1992 - Perigo Negro, com direção de Rogério Sganzerla
1993 - Oceano Atlantis, com direção de Francisco de Paula
1995 - Carlota Joaquina, princesa do Brazil, com direção de Carla Camurati
1996 - Quem matou Pixote?, com direção de José Joffily
1996 - Olhos de Vampa, com direção de Walter Rogério
1998 - Caminho dos Sonhos, com direção de Lucas Amberg
2000 - Villa-Lobos - Uma Vida de Paixão, com direção de Zelito Viana
2005 - Concerto Campestre, com direção de Henrique de Freitas Lima
2005 - Quanto vale ou é por quilo?, com direção de Sérgio Bianchi
2008 - É Proibido Fumar, com direção de Anna Muylaert
2010 - Syndrome, com direção de Roberto Bomtempo
2011 - Assalto ao Banco Central, com direção de Marcos Paulo
2013 - Babu - A Reencarnação do Mal, com direção de Cesar Nero
2012 - Brichos - A Floresta é Nossa No teatro
Entre seus principais trabalhos em teatro encontram-se Volpone", de Ben Johnson; Hair, de Gerome Ragni e James Rado; A secreta obscenidade de cada dia, de Manuel Antonio de la Parra; Retrato de Gertrude Stein quando homem, texto seu sobre a vida e obra da autora, e O inferno são os outros, de Sartre. Premiações
- Prêmio Juscelino Kubitschek de Oliveira, pela direção de A Cantora Careca, de Eugène Ionesco, em 1959
- Prêmio de melhor ator na peça teatral O Contrabaixo, de Patrick Suskind (1987/1995)
- Prêmio Kikito, no Festival de Gramado, como melhor ator pelo filme Festa, em 1989
- Troféu APCA de melhor ator de TV (Associação Paulista de Críticos de Arte) pelo papel de "Ravengar", pela atuação na telenovela Que Rei Sou Eu?, em 1989
- Prêmio Lifetime Achievement, como diretor, no XI Festival Internacional de Teatro Hispânico em Miami, em 1998.
Keith Jarrett Trio - Blame It on My Youth[Jamie Cullum]-Standards II [Live in Tokyo, Japan 1986] - Keith Jarrett - Piano - Gary Peacock - Bass - Jack DeJohnette - Drums
KeithJarrett.org - An unofficial website about jazz pianist Keith Jarrett
http://www.keithjarrett.org/
Keith Jarrett (Allentown, 8 de maio de 1945) é um compositor e pianista estadunidense. As suas técnicas de improvisação conjugam o jazz a outros generos e estilos, como a música erudita, o blues, o gospel e outros. http://pt.wikipedia.org/wiki/Keith_Jarrett
The Standards Trio - The Jarrett-Peacock-DeJohnette trio - Jarrett, bassist Gary Peacock and drummer Jack DeJohnette - http://en.wikipedia.org/wiki/Keith_Jarrett#The_Standards_Trio
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Jeanne Mammen. Tod [Death] (intended as an illustration to “Tentation de Saint Antoine” [The Temptation of St. Anthony]). 1913-1916. http://caryseen.tumblr.com/page/56
"Pintar é amar de novo."
Jeanne Mammen [21/11/1890 Berlim - 22/04/1976 ibid] foi uma alemã pintora e ilustradora. O seu trabalho tem surgido no contexto da nova objetividade e simbolismo . As personagens femininas, ela pintou em sua maioria, muitas vezes aparecem viril e ousadia. Isso refletiu a artista para a cena na sua afinidade lésbica, como a principal subcultura urbana. http://de.wikipedia.org/wiki/Jeanne_Mammen
Scott Hamilton - In a Sentimental Mood [Duke Ellington / Manny Kurtz / Irving Mills] (HD720) (for sax lovers)
Scott Hamilton [Hamfat] (Providence, Rhode Island, 12 de setembro de 1954) é um tenor saxofonista de jazz norte-americano. http://pt.wikipedia.org/wiki/Scott_Hamilton_%28m%C3%BAsico%29
The official website http://www.scotthamiltonsax.com/
Biography
Scott Hamilton was born in 1954, in Providence, Rhode Island. During his early childhood he heard a lot of jazz through his father’s extensive record collection, and became acquainted with the jazz greats. He tried out several instruments, including drums at about the age of five, piano at six and mouth-organ. He had some clarinet lessons when he was about eight years of age, but that was the only formal music tuition he has ever had. Even at that age he was attracted to the sound of Johnny Hodges, but it was not until he was about sixteen that he started playing the saxophone seriously. From his playing mainly blues on mouth organ, his little band gradually became more of a jazz band.
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The Parable of the Blind Leading the Blind - Os cegos do quadro de Brueghel
Pieter Bruegel, "O Velho" foi um pintor de Brabante, célebre por seus quadros retratando paisagens e cenas do campo. Pieter Bruegel, conhecido como Pieter Bruegel, "O Velho", foi o primeiro de uma família de pintores flamengos. Nascimento: 1525, Son en Breugel, Países Baixos - Falecimento: 9 de setembro de 1569, Bruxelas, Bélgica. Período: Renascimento flamengo.
Günter Wilhelm Grass foi um autor, romancista, dramaturgo, poeta, intelectual, e artista plástico alemão. Sua obra alternou a atividade literária com a escultura, enquanto participava de forma ativa da vida pública de seu país.
O escritor alemão Günter Grass, que ganhou em 1965 - Prêmio Georg Büchner - o Prêmio Nobel de Literatura 1999 e o Príncipe das Astúrias das Letras, morreu aos 87 anos na cidade de Lübeck, situada no norte da Alemanha, informou nesta segunda-feira (13/04) a editora Steidl. [16/10/1927, Cidade Livre de Danzig, Polônia - 13/04/2015, Lübeck, Alemanha]
http://pt.wikipedia.org/wiki/G%C3%BCnter_Grass
Obras de destaque de Günter Grass foram: "O tambor" (1959), "Descascando a cebola" (2006), seu polêmico livro de memórias; "A passo de caranguejo" (2002), além de "O meu século" (1999), "Uma longa história" (1995), "Anos de cão" (1963) e "O gato e o rato" (1961). http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticias/40111/vencedor+de+nobel+escritor+alemao+gunter+grass+morre+aos+87+anos.shtml
Die Blechtrommel (no Brasil e em Portugal, O Tambor) é um filme de 1979, produzido pela Alemanha, França, Polônia e Iugoslávia. É um drama dirigido por Volker Schlöndorff, com roteiro adaptado do livro homônimo de Günter Grass.
Tina Guo Official Video - Schindler's List Main Theme (Cello)
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Apollo and Daphne - criação[1622–1625] mármore - barroco italiano, Basílica de São Pedro - Roma. - Gian Lorenzo Bernini - [07/12/1598, Nápoles, Itália - 28/11/1680, Roma, Itália]. http://pt.wikipedia.org/wiki/Gian_Lorenzo_Bernini
Eduardo Hughes Galeano foi um jornalista e escritor uruguaio. É autor de mais de quarenta livros, que já foram traduzidos em diversos idiomas. Suas obras transcendem gêneros ortodoxos, combinando ficção, jornalismo, análise política e História.
"O mundo está feito de histórias. São as histórias que contamos, escutamos, multiplicamos, que permitem converter o passado em presente e o distante em próximo, o que está longe em algo próximo, possível e visível"
"Vivemos em plena cultura da aparência: o contrato de casamento importa mais que o amor, o funeral mais que o morto, as roupas mais do que o corpo e a missa mais do que Deus".
Cinco livros essenciais para entender a obra do escritor:
.As Veias Abertas da América Latina (1971)
.Trilogia - Memória do fogo (1982-1986) composto pelos livros "Os Nascimentos" (1982), "As Caras e as Máscaras" (1984) e "O Século do Vento" (1986)